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Diante do espelho, não há como fugir ou não ver a verdade dos olhos.

Ele sabe até o que nunca se disse em voz alta.

Ele sabe que mesmo que você espalhe aos quatro cantos que é difícil encontrar um amor, o difícil mesmo é arrancar do seu coração um escudo que foi tão bem esculpido pelo tempo.

Não por querer que o amor se afaste, mas por sentir que na maioria das vezes não vale a pena abrir mão de uma solidão confortável.

Quem disse que solidão é ruim, é porque nunca soube o que fazer com ela ou nunca passou pelo fim de um amor que mais pareceu um tsunami e lhe fez reconhecer a tranquilidade de estar com o coração vazio.

Como querer deixar de ser só, quando todas as pessoas lhe parecem iguais?

Quando todas as mensagens, convites e propostas não passam de textos prontos que ficam ali em um arquivo a espera de um copiar/colar que será disparado para o próximo alvo.

O risco maior de se jogar em relações assim, fica por conta da tal carência que rouba um tanto da inteligência.

Mesmo estando bem na vida de solteiro feliz, existe a presença iminente da carência. Ela vem sem que você chame ou espere, mas vem. Se for só para matar desejos, tá valendo. O pior é se apegar a quem não quer nada mais além de algumas noites.

A carência faz você sentir que precisa do toque, do cheiro, do beijo… traz até a saudade de alguém que você nem sabe quem é ou de alguém que já foi… e já foi tarde.

A carência se disfarça de intuição e aí a primeira pessoa que aparece você acha que foi o destino que colocou no caminho.

Mas chega de qualquer pessoa! Chega de ficar por ficar, quando o que se quer é alguém que não vá embora.

Chega de qualquer coisa. Todos merecemos mais e o que nos faz ter menos do que o merecido, é acreditar que não vamos conseguir o melhor.

Querer o melhor no amor, é simplesmente querer amar e ser amado. Básico, simples e sem mistério.