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Se eu pudesse voltar no tempo e me dar alguns conselhos, muita coisa poderia ser diferente. Tantas burradas seriam evitadas, muitas pessoas nem se aproximariam e outras eu teria guardado pra sempre.

Eu me diria, principalmente, para continuar com a mesma ingenuidade de acreditar no ser humano. Juro. Eu me daria esse conselho que não serve pra muita coisa, mas é que quando você começa a perceber a maldade dos corações que te pisam e magoam, fica tudo tão cinza. Se deixar que isso nos contamine, nunca mais vamos acreditar em ninguém. Então eu me aconselharia a continuar tentando.

Certamente me jogaria alguns baldes de água fria ou me daria beliscões para acordar todas vezes que fosse cair no mesmo erro. Talvez me xingasse de tonta, maluca ou coisas piores. Mas também estaria pronta para me estender a mão nos momentos em que a dor fosse muito forte.

O principal conselho que me daria, seria para não acreditar no que pessoas negativas tem a dizer. Aqueles ditos “amigos” que tem sempre um problema para as minhas soluções, aqueles homens que cruzaram o meu destino sem nada acrescentar e insistiam em me colocar pra baixo e me tratar com descaso. Ah, esse conselho seria precioso pois me pouparia tantas tristezas e arranhões na autoestima.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu me olharia nos olhos e diria: vai ser difícil encontrar alguém bacana, mas não aceite qualquer coisa apenas para suprir carências. Não se encante com palavras falsas em voz de veludo.

Eu me pegaria pela mão e mostraria quanto tempo perdi tentando agradar e fazer feliz quem jamais se importou comigo.

Seria um papo muito interessante. A minha versão do passado tão boba e romântica, com a minha versão atual quase nada boba e ainda romântica.

Por fim, me diria que mesmo quebrando a cara muitas vezes, me decepcionando ou sofrendo, o meu coração continua disposto a amar e não se tornou uma parede impenetrável.

As pessoas só te transformam, para o bem ou para o mal, se você deixar. E eu só absorvi as coisas boas. Cicatrizes a gente sempre tem algumas, mas elas servem apenas para ajudar construir a sua história e não para serem o ponto principal.

Mas se eu pudesse voltar no tempo e me dar tantos conselhos, que graça teria evitar sorrisos, paixões, arrepios, emoções… mesmo que depois algumas lágrimas tenham rolado?

Que graça teria um mundo previsível? A gente entra no jogo do amor pra ganhar, mas as vezes perder também é um bom caminho.

Ainda bem que conselho só se dá à quem pede. Definitivamente, jamais me pediria algum.